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Troca regular do filtro de ar diminui os níveis de emissões de poluentes dos veículos

09 mar, 2012

Testes da Cetesb realizados durante o programa “Operação Inverno 2007” em caminhões comprovam que a substituição da peça danificada pode diminuir em 40% a emissão de poluentes dos veículos

A Inspeção Veicular Técnica, que deve entrar em vigor a partir de 2008, na cidade de São Paulo, prevê a redução de 40% dos níveis de emissões de poluentes dos veículos, medida adotada com êxito em cidades de vários países que têm grande concentração de veículos.

De acordo com o Relatório de Qualidade do Ar no Estado de São Paulo, elaborado pela Cetesb, os veículos automotores na Região Metropolitana de São Paulo representam 98% das emissões de gases tóxicos que poluem o ar.

A lei municipal obriga a frota de cinco milhões de veículos que circula na capital paulista a realizar testes de emissões de poluentes antes que o licenciamento seja efetuado. Veículos reprovados, não serão licenciados até que o problema seja sanado.

Por falta de informação, o motorista não sabe como deve proceder para verificar se o seu veículo está poluindo ou está dentro dos padrões permitidos.  O programa “Operação Inverno” realizado anualmente pela Cetesb, em parceria com o Sindirepa-SP - Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo e IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, mostra que medidas simples podem reduzir a emissão de poluentes dos veículos e melhorar o desempenho do motor e garantir economia no consumo de combustível.

Como forma de incentivo ao programa, o governo do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial alteração da lei nº 997-76 que prevê a redução em 90% do valor da multa aplicada em veículos diesel em desconformidade pela Cetesb que é de 60 UFESPs (R$ 853,80).

Para obter essa redução, o proprietário do veículo deverá comprovar que realizou a manutenção, apresentando nota fiscal e Relatório Técnico de Manutenção fornecido somente pelas mais de 100 oficinas credenciadas no PMMVD - Programa para Melhoria da Manutenção de Veículos Diesel, coordenado pela Cetesb e SINDIREPA-SP, implantado há 10 anos.

Testes realizados em caminhões comprovam que a substituição do filtro de ar, quando a peça está danificada, é capaz de reduzir em 40% as emissões de poluentes.  “O filtro de ar é um componente fundamental para proteger o motor das impurezas absorvidas pelo ambiente externo. Quando a peça está saturada de sujeira impede a passagem de ar para o motor, gerando maior esforço e aumento de consumo de combustível para atingir o mesmo desempenho de quando a peça apresenta boas condições de uso”, explica o diretor técnico do SINDIREPA-SP, Antonio Gaspar de Oliveira.

Composto por fibra de papel celulose especial, ele promove a filtragem do ar proveniente do ambiente externo que será misturado com o combustível e assim fazer o motor funcionar. A mistura do combustível, com esse ar livre de impurezas, garante performance adequada do motor em termos de potência e consumo de combustível e ainda protege o meio ambiente. “No entanto, a utilização exagerada desse filtro irá comprometer o funcionamento do motor e implicará, necessariamente, numa emissão descontrolada e exagerada de gases. E é muito simples verificar a qualidade do seu filtro: de cor clara quando em bom funcionamento tornando-se acinzentado pelo uso excessivo”, alerta o coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, Antônio Carlos Bento.

Segundo Bento, estudos de fabricantes de filtros de ar revelam que quando a peça está em bom estado gera economia de 10% por quilômetro rodado, além de melhorar o desempenho do veículo.  Isso significa que a cada dois tanques de combustível, a economia gerada já compensa o valor pago no novo filtro de ar. Ao longo de um ano, no caso de um carro à gasolina que roda de 15 mil quilômetros nesse período, a economia chega a R$ 375,00. . Se o ar é impedido de passar pelo filtro por causa das impurezas impregnadas na peça, o motor terá de fazer um esforço maior para atingir a mesma potência de quando o filtro de ar está em boas condições de uso.

Os fabricantes também informam que não há tempo certo para a substituição do filtro de ar, pois vai depender muito do ambiente e das condições em que o veículo está exposto. “Por exemplo, em carros que circulam todos os dias pelas avenidas e corredores da cidade de São Paulo em horários de pico, chegando a ficarem parados no trânsito, o filtro de ar terá a vida útil mais curta, pois é submetido a condições severas de uso. Em ambientes como esses de intensa poluição e trânsito carregado, o filtro de ar absorve todas essas impurezas que estão no ambiente e logo fica saturado”, afirma o coordenador do GMA.

Para saber como estão as condições do filtro de ar, a dica dos fabricantes é fazer o teste a olho nu já que, diferentemente de veículos a diesel, os automóveis movidos à gasolina, álcool e gás, não emitem a fumaça preta que denuncia o problema.

Outra recomendação importante é não jogar jato de ar na peça ou dar uma “batidinha” para limpá-la. “Os fabricantes condenam essas práticas que, além de não resolverem o problema, acabam por danificar de uma vez a peça”, aconselha Bento. 

Associar a substituição do filtro ar com a troca de óleo é hábito totalmente equivocado, pois são sistemas distintos: alimentação de ar e combustível e lubrificação de óleo. “Essa mania existe porque não há informação suficiente sobre a importância do filtro de ar como componente fundamental para proteger o motor e evitar o desgaste prematuro do catalisador, peça importante que também controla os níveis de emissões de poluentes”, afirma Bento.

Ao realizar a troca o filtro de ar, é imprescindível fazer a substituição por uma peça que atenda às especificações do fabricante do veículo, garantindo a qualidade e eficiência do produto.  As montadoras realizam inúmeros testes que comprovam a eficácia do componente, antes de colocá-lo na linha de montagem.




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