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Revisar itens de segurança do veículo garante viagem segura e evita multas

09 mar, 2012

Como parte dos preparativos para a viagem de final de ano, o motorista deve incluir a revisão dos itens de segurança do veículo. Entre vários fatores que contribuem para a prevenção de acidentes, o estado de conservação do carro deve ser levado em consideração.

Além de colocar em risco a sua segurança a dos ocupantes e terceiros, o motorista que trafega com veículo em condições irregulares pode ser atuado e, dependendo do caso, até ter o veículo apreendido.

Nas principais rodovias do Estado de São Paulo, são registrados, em média, 784 atendimentos diários por veículos que apresentam problemas de panes elétricas e falhas mecânicas, totalizando mais de 23 mil ocorrências/mês de guincho e atendimento mecânico, segundo informações da Artesp - Agência de Transportedo Estado de São Paulo, órgão responsável por gerenciar e fiscalizar as concessões rodoviárias no Estado de São Paulo.

Para garantir uma viagem segura, o GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, destaca os itens que devem ser revisados:

Sistema de freio: é recomendado trocar o fluido de freio uma vez por ano porque essa substância passa por uma reação química absorvendo a umidade do ar, e o motorista não percebe que o líquido está misturado com água e por isso, não tem a mesma eficácia, comprometendo o funcionamento do sistema de freios. As pastilhas de freio precisam ser trocadas conforme a quilometragem estipulada no manual, do contrário, o disco pode ser danificado.

Pneus: verificar a calibragem dos pneus e fazer a regulagem, conforme recomendação do manual do proprietário do veículo. Os pneus e o estepe devem estar em boas condições de uso. O rodízio de pneus, uma medida de economia importante, deve ser feito a cada 10.000 km rodados, garantindo vida útil maior. Ao fazer o rodízio é importante balancear e alinhar as rodas para evitar o desgaste prematuro dos pneus que também pode aumentar o consumo de combustível. Além disso, o alinhamento e o balanceamento das rodas garantem a dirigibilidade e segurança do automóvel. Quando essa manutenção é feita, toda a parte de suspensão do veículo também é inspecionada, podendo ser diagnosticado, em tempo, problemas na suspensão e amortecedores.

Pneus carecas e falta de estepe ou sem condições de uso são consideradas infrações graves
(5 pontos na carteira de habilitação).

Sinalização: verificar o funcionamento das luzes das lâmpadas das lanternas dianteiras, traseiras, de freio e ré, fazendo a substituição das que estiverem queimadas.

Além de dificultar a sinalização, podendo provocar acidente, estar com uma ou mais luzes queimadas é considerado infração média
(4 pontos na carteira).

Faróis: quando estão desregulados dificultam a visibilidade do motorista que trafega à noite e também ofuscam a visão de que vem na direção contrária e aos que trafegam bem na frente, podendo roubar a visão numa fração de segundos, o suficiente para causar acidentes. É possível fazer um teste visual para averiguar se os faróis estão regulados, basta acendê-los e estacionar o carro em frente a uma parede a uma distância de três metros. Assim, o próprio motorista verifica se eles estão alinhados para o lado direito ou se um está mais baixo do que o outro ou ainda se estão mais direcionados para o lado esquerdo.

Nivelar os feixes de luz é uma tarefa simples que pode ser feita em alguns minutos por um profissional habilitado. A checagem pode ser feita de forma manual ou por meio de alinhadores (reguloscópios). Recomenda-se fazê-la a cada seis meses ou se houver alguma ocorrência que desregule os faróis, como uma batida na parte frontal do carro. Até mesmo o excesso de peso na traseira ou na dianteira do veículo pode afetar a direção do facho de luz dos faróis.

Com o tempo, as lâmpadas também perdem a potência e ficam mais fracas, prejudicando a visibilidade. A troca deve ser feita, sempre aos pares, a cada 50 mil km garantindo, assim, que os faróis direito e esquerdo estejam iluminando de forma uniforme.

Trafegar com o farol desregulado ou com facho de luz alta de forma perturbar a visão de outro condutor é infração grave
(5 pontos na carteira).

Cintos de segurança: a vida útil do cinto de segurança depende das condições em que o carro é exposto, e também do uso correto do item. O motorista deve observar periodicamente se há sinais de desgastes no cardaço e verificar se o fecho não está travando adequadamente. Ele tem que fechar e abrir corretamente. Todos os ocupantes do veículo devem estar usando o equipamento.

A infração para quem trafega sem cinto de segurança é grave
(5 pontos na carteira).

Palhetas do limpador de pára-brisa:  para mantê-las em bom funcionamento, a troca deve ser feita uma vez por ano. Deixar de fazer a substituição, além de colocar em risco a segurança do motorista e passageiros, pode causar danos maiores ao carro. O mais comum é que, com o passar do tempo, a borracha das palhetas fique ressecada, e dependendo de seu estado, pode riscar o pára-brisa. Por isso, se as palhetas deixam riscos nos vidros a serem acionadas, significa que já passou da hora de trocá-las. A borracha deformada, ao invés de retirar a sujeira, deixa uma névoa no vidro e se estiver rasgada inviabiliza a limpeza, prejudicando totalmente a visibilidade do motorista.
Verificar o nível de água do reservatório do limpador de pára-brisa que deve ser abastecido com uma solução de água com aditivo apropriado para limpeza que ajuda na diminuição do atrito entre a borracha e o vidro, melhora a qualidade da limpeza e não corrói a borracha.

Quando está chovendo se o limpador do pára-brisa não estiver funcionando, o motorista pode ser autuado e a infração é grave
(5 pontos na carteira).

Extintor de incêndio: checar a validade do extintor de incêndio, e se estiver vencida, faça a substituição.

Infração: grave
(5 pontos na carteira).

Macaco: deve estar em perfeitas condições de uso.

Infração: grave
(5 pontos na carteira).

Triângulo de segurança: deve estar em perfeitas condições de uso.

Infração: grave
(5 pontos na carteira).

Óleo do motor: verificar o nível do óleo do motor e a quilometragem do veículo para saber se está na hora de trocar o produto que deve ser compatível com as especificações descritas no manual do veículo. O período de substituição do produto deve ser respeitado. Também é necessário checar se há vazamento de óleo. O vazamento de óleo pode afetar o funcionamento do motor. Isso ocorre porque a perda constante que forma as machas no chão, reduz o nível do óleo no motor, que, por sua vez, funcionará em condições desfavoráveis, prejudicando o seu desempenho e podendo até comprometer a sua função. Isso pode acontecer quando há o desgaste natural das peças que servem para vedação e que são compostas por juntas que podem ser químicas (silicone), metálicas, de borracha, entre outros materiais.

Vazamento de óleo na pista é considerado infração gravíssima
(7 pontos na carteira).



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