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Mecânico especializado pode ganhar até quatro vezes mais do que o piso da categoria

09 mar, 2012

O SINDIREPA-SPdestaca a importância da capacitação profissional da categoria que é essencial para o desenvolvimento do setor da reparação de veículos

O Estado de São Paulo concentra a maior frota do País, somente na capital paulista circulam diariamente 5,5 milhões de veículos. Com o aquecimento das vendas de veículos novos, esse volume tem aumentado ainda mais, com a entrada de 800 carros emplacados por dia. O cenário favorável movimenta todo os elos da cadeia do setor automotivo.

O setor da reparação de veículos no Estado de São Paulo, que reúne 14.168 empresas e emprega 200 mil profissionais, segundo dados do SINDIREPA-SP, Sindicato da Indústria de Reparação e Acessórios do Estado de São Paulo.

De acordo com indicadores da entidade, que têm como base a coleta de informações por amostragem junto aos estabelecimentos, o custo médio da mão-de-obra na capital paulista é de R$ 57,00 e no interior do estado a média é de R$ 42,00.
 
O SINDIREPA –SP destaca a importância desse importante profissional para o desenvolvimento do setor da reparação que, nas duas últimas décadas, tem sofrido muitas transformações para acompanhar as inovações que surgem rapidamente com o lançamento de novos modelos de carros no mercado. “Foi necessário investir em equipamentos e máquinas modernas que permitem a realização de diagnósticos precisos, o que também originou outra necessidade tão importante ou mais que a primeira: a capacitação profissional”, comenta o presidente do SINDIREPA-SP,  Antonio Fiola.

O profissional da reparação de veículos deve estar em constante aperfeiçoamento para se manter atualizado junto às novas tecnologias que são aprimoradas a cada modelo de automóvel que sai de fábrica. “Hoje, o mecânico precisa ter conhecimento de informática para operar equipamentos eletrônicos que permitem diagnosticar os problemas de uma forma precisa e ágil. A tecnologia dos carros tem avançado rapidamente e os profissionais da reparação de veículos devem estar cada vez mais atentos a essas inovações”, garante Fiola.

Segundo o presidente do SINDIREPA-SP, o profissional altamente especializado em eletrônica embarcada (injeção eletrônica, ABS, sensores de carros importados) pode chegar a ganhar até quatro vezes mais que o piso salarial da categoria que é de R$ 570,00.

Em sua opinião, o mecânico que se dedica em aperfeiçoar seu conhecimento atualizado sempre encontra colocação no setor da reparação. “Há uma carência de mão-de-obra especializada, por isso o SINDIREPA-SP busca promover meios que viabilizem a capacitação dos profissionais do setor por meio de parcerias com o SENAI, o IQA e outras instituições de ensino que ministram cursos voltados à capacitação profissional em reparação de veículos”, comenta.

De acordo com Fiola, o setor da reparação deve continuar em expansão no próximo ano com a entrada de mais 2 milhões de veículos licenciados em 2006 que devem começar a freqüentar as oficinas independentes.

Dados da GIPA, órgão internacional especializado pesquisa de pós-venda,  indicam a preferência de 80% dos entrevistados em levar o carro em um a oficina de confiança a irem em uma concessionária de marca. Mesmo quando o carro ainda está na garantia, 14% deles revelaram que levam em oficinas de confiança. Além do fator preço, o tempo de espera para a execução do serviço é item apontado como primordial quando o motorista precisa levar o carro para a manutenção.

Sabendo da importância da capacitação profissional para o setor da reparação, o SINDIREPA-SP acredita que a melhor forma para isso é a criação de norma de qualificação e certificação do mecânico de manutenção e reparação de veículos automotores pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Assim, a categoria terá padrões estabelecidos que permitem a profissionalização e o consumidor garante a qualidade do serviço prestado com o aval do Inmetro.

O trabalho de elaboração da norma de qualificação e certificação de mecânico de manutenção e reparação de veículos automotores já está em desenvolvimento pelo SINDIREPA-SP juntamente com uma comissão de estudos composta por fabricantes de autopeças e equipamentos, entidades do setor automotivo, montadoras, especialistas, sistemistas e instituições de ensino que ministram cursos sobre reparação e manutenção de veículos. Os estudos devem ser concluídos em um ano e meio.




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