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Idade média da frota brasileira é de nove anos

09 mar, 2012

Mesmo com as vendas em alta de veículos novos, a idade média da frota brasileira está estimada em 9,1 anos, segundo dados da GIPA, órgão internacional que realiza pesquisa de pós-venda. Do total de 26 milhões de veículos (dados do Estudo da Frota do Sindipeças), 57% já ultrapassaram os 100.000 km rodados. A média anual de quilometragem é de 13.275 e tem permanecido estável nos últimos anos, indicando que o motorista mantém o mesmo comportamento com relação à quilometragem do veículo. Contudo, 53% dos carros com mais de cinco anos de uso já têm quilometragem superior a 50.000 e 25% já ultrapassaram os 100.000km.

Devido à falta de informação, a maioria do motorista não tem o hábito de fazer manutenção no veículo que, quando ultrapassa os 100.000 km rodados,  necessita de revisão de uma série de itens, conforme plano de manutenção recomendado pelo SINDIREPA-SP – Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo.

Só na cidade de São Paulo, onde circulam 6 milhões de veículos todos os dias, a falta de manutenção provoca a média diária de 407 remoções, segundo dados da CET. Em um mês, são retirados das ruas da capital paulista 9.176 veículos por causa de falhas mecânicas (4.870 casos), panes elétricas (1.811), pneu furado (546) e pane seca (106 ocorrências).

Essas quebras pioram ainda mais as condições de tráfego em horários de pico que registram velocidade média de 25 km por hora.

Para reverter essa situação, o GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, que reúne toda a cadeia produtiva da reposição automotiva, acredita que a conscientização do motorista em prol da manutenção preventiva do veículo é um fator importante para tornar o trânsito mais seguro. “Muitos acidentes poderiam ser evitados se os veículos envolvidos estivessem em boas condições de uso”, revela o coordenador do GMA, Antônio Carlos Bento.

Baseado em uma pesquisa inédita no Brasil, o GMA identificou que o fator veículo foi responsável por 27% dos acidentes em uma amostra de mais de 3 mil ocorrências. Além disso, as Inspeções Veiculares Gratuitas realizadas desde dezembro de 2006, na cidade de São Paulo, revelam que os mais de 2 mil veículos inspecionados apresentaram um ou mais problemas nos itens checados.

Todos esses dados apontam que o motorista não faz manutenção preventiva, apenas a corretiva (quando o carro já apresenta o problema). “O motorista esquece que ele será o maior beneficiado se cuidar do carro de forma consciente, fazendo revisões periódicas em uma oficina de confiança”, completa Bento.

A manutenção preventiva evita transtornos com quebras inesperadas, permite programar os gastos com reparos e também aumenta o valor da revenda do veículo. “Um carro em boas condições é mais facilmente comercializado e possui preço superior ao do mesmo modelo que não está conservado”, conclui.




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