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Qualidade, logística e capilaridade

08 mar, 2012

Passado os dois ou três anos de garantia, o proprietário do veículo sente-se livre para escolher uma oficina de sua confiança para cuidar da manutenção daí pra frente.  Esse dado importantíssimo foi capturado numa pesquisa, bastante abrangente por sinal,    da GIPA, órgão internacional que realiza estudo de pós-venda. A GIPA avaliou o comportamento de motoristas com relação aos cuidados com o carro e apurou que 80% dos entrevistados preferem levar o carro a uma oficina mecânica de sua confiança, e, para surpresa de muitos, 14% afirmaram fazer isso quando o veículo ainda está no prazo de garantia do fabricante.

E, olha que temos um mercado grande, crítico e complexo: frota de, aproximadamente, 28 milhões de unidades, idade média de 9,1 anos - com grande dispersão, ou seja, veículos muito novos e com idade já “avançadinha” - e um consumidor cada vez mais exigente.

A cadeia de reposição automotiva vem se preparando ao longo de muitos anos para dar a melhor resposta aos requisitos desse mercado.

Primeiramente, uma rede de distribuidores capitalizada, estruturada, moderna e antenada com 500 pontos de atendimento no País. Capaz de fazer chegar uma peça a  qualquer um dos 5.500 municípios, em até, no máximo, 24 horas. Tudo isso para assegurar o menor tempo de reparo e atendimento ao cliente. Para fazer isso, é claro que essa rede dispõe de uma logística bastante sofisticada, estoques balanceados, e de uma rede de transporte eficaz. Não dá pra deixar em segundo plano a dedicação, tempo, o investimento e gente empregada  no desenvolvimento de parcerias sólidas e estruturadas com os melhores fabricantes de autopeças, as mesmas que equipam o veículo, quando esse sai da fábrica.

As lojas de autopeças também se modernizaram e investiram na capacitação de profissionais para garantir atendimento de qualidade tanto para os donos de carros, como para os mecânicos que também vão comprar peças para os seus clientes. Existe uma parceria muito afinada entre os distribuidores e varejistas para garantir o abastecimento de acordo com a demanda, permitindo que o consumidor encontre, com facilidade, a peça de seu carro seja ele de novo ou com idade mais avançada.

O país possui mais de 90 mil oficinas, 33 mil lojas de autopeças que são abastecidas por 264 distribuidoras que, por sua vez, comercializam milhares de produtos de 294 indústrias que também fornecem componentes para as montadoras. Isso mesmo, são as mesmas fábricas que produzem peças para os carros zero quilômetro, atendendo a todas às especificações de qualidade exigidas pelas montadoras.

Trata-se de um setor totalmente estruturado formando a cadeia (fabricantes, distribuidores, varejistas e oficinas) que trabalha em sintonia para compreender as diferenças de várias regiões e as oscilações do mercado e permitir que num prazo de até 48 horas peças de baixo giro estejam à disposição do consumidor em localidades distantes dos grandes centros urbanos. Há regiões em que a frota tem modelos com mais idade, principalmente no interior dos estados e maior concentração de veículos novos e seminovos em centros urbanos e nas capitais.

Para isso, a distribuição e o varejo têm investido fortemente em tecnologia para apurar a necessidade de cada mercado, acompanhando a evolução tecnológica da indústria.
Também investem em treinamento e capacitação profissional de vendedores da ponta para garantir a satisfação do consumidor.

Entender as diferentes nuances do mercado e atender às necessidades locais são tarefas do setor da reposição automotiva para evitar gargalos no abastecimento. O mercado está muito dinâmico, são lançados novos modelos a cada momento e o setor da reposição precisa acompanhar tudo isso no mesmo ritmo.

A evolução tecnológica dos automóveis é resultado de muito estudo e pesquisa das montadoras e dos fabricantes de autopeças que investem no desenvolvimento contínuo das peças para equipar os veículos com recursos eletrônicos para garantir mais segurança e conforto ao motorista e ocupantes.

Essa mesma tecnologia é aplicada nas peças para reposição. Por isso, é importante que o consumidor saiba que existe toda uma estrutura organizada que trabalha a seu favor para garantir que as peças de seu veículo, não importando o ano de fabricação,  estejam à disposição e que ele pode contar com produtos de qualidade.

Tudo isso deve auxiliar o proprietário de um veículo a escolher o seu prestador de serviço e exigir que seu veículo receba a melhor e mais adequada peça de reposição.




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